. Noticias de Dezembro de 2...
. O Joãozinho está em casa!...
. 27 de Marco de 2008 – Apr...
. 25 de Marco de 2008 - Con...
. 8 de Janeiro de 2008 - 18...
. A primeira entrevista com...
. 25 de Maio de 2006 - O in...
A Filhota está oficialmente na idade do armário. É uma menina-mulher linda e que já começou a quebrar corações. Gere bem o seu tempo e é responsável e aplicada nos estudos. Consegue com facilidade aprender e aplicar o que aprende, não só nos testes, como também em actividades extra curriculares. Tem um óptimo aproveitamento escolar. É dona de uma cabeça bem assente nos ombros e de uma consciência e projectos para o futuro, que vão muito para alem do que é normal para jovens da idade dela. Recebeu o seu primeiro chamado na Igreja como presidente das abelhinhas (a classe etária das moças com quem se reúne). Continua a tocar lindamente o piano e a viola baixo, e a participar, com a sua banda, em festivais musicais promovidos pela escola. Está muito desenvolta na natação, mas começa a estar farta desse desporto; gostava de experimentar outros desportos, mas visto que Lagos é uma cidade pequena, as escolhas não são muitas, e as que há são altamente estereotipadas e limitadoras. Ainda temos que explorar bem as hipóteses que há.
O Joãozinho continua a crescer a olhos vistos. Tem uma cara linda e um sorriso angelical que já aprendeu a usar para se livrar das consequências das frequentes macacadas. Domina bem a bicicleta, e a trotineta e tem feito um progresso entusiasmante nos patins. Adora chegar a casa e descomprimir o stess da escola dando uns bons chutos na bola de futebol. A escola vai bem. Pinta muito bem e é muito perfeccionista. Tem uma caligrafia que dá gosto ver. É um bocadinho preguiçoso na memorização das letras e dos números, mas com a insistência e perseverança dos pais, as coisas hão de melhorar. É um menino feliz e que se dá bem com os seus colegas e participa em todas as actividades familiares, e extra-familiares, com desenvoltura e apreciação. Ainda que não tenha começado a receber instrução formal no piano, gosta muito de se sentar e dedilhar as teclas e tocar umas musicas, que até soam bem.
Desculpem a parca frequência das notícias, mas tenho, como devem imaginar, andado muito ocupado com tudo o que de novo se intrometeu na minha, já antes bastante preenchida, agenda.
O Joãozinho já está connosco há sensivelmente duas semanas. Tem feito grandes progressos em todos os aspectos. Os seus amuos e birras (o maior problema que havia logo no inicio), têm aos poucos e poucos vindo a atenuar-se a ponto de serem presentemente quase inexistentes. A timidez e insegurança que demonstrava quando estavam estranhos por perto está agora também superada e mesmo quando se demonstra é fácil e rapidamente ultrapassada sem que tenhamos que fazer nada. A sua adaptação aos nossos hábitos religiosos também tem sido muito bom. Participa nas orações cruzando os braços e dizendo sonoros améns no fim, e mostra-se solicito para fazer as orações sempre com a ajuda da mãe e pai. Comporta-se lindamente na Igreja embora ainda requeira a presença de um dos pais consigo durante a Primaria. Adora e sente-se orgulhoso de usar a sua indumentária de Domingo. Resistiu muito à gravata, mas agora adora-a.
Fizemos neste fim-de-semana que se passou a maior viagem que provavelmente já tinha feito. 5 horas até Guimarães para conhecer a Avó o Avo, e o resto da família do lado da Minha esposa. Parecia a cena do filme do Shrek 2 onde o Donkey pergunta repetida e incessantemente “Are we there yet”, mas que no caso do Joãozinho tomava a forma de “Aonde está a casa da avó?” ao que eu respondia “Ainda falta muito, é muito lá á frente”. É claro que a mesma pergunta com a mesma resposta se repetia daí a 2 minutos. 5 horas disto é dose para fazer enlouquecer qualquer santo, mas a viagem de volta já foi muito melhor, acho que só pergunto quando chegávamos a casa umas 20 ou 30 vezes.
Enquanto viajávamos de volta para casa assistimos à segunda ocorrência do Joãozinho acordar de um sono a chorar convulsiva e inconsolavelmente. Eu, no meu limitado parecer psicológico, interpreto estas profundas tristezas, imediatamente seguidas de birras e fortes amuos da seguinte maneira: Deve estar a sonhar que o estamos a levar de novo para o orfanato, e por esse motivo chora – convulsivamente – de tristeza. Logo de seguida tenta afastar-se do nosso amor fazendo uma birra para que deixemos de gostar dele. Pobre menino. Dá dó vê-lo a chorar daquela maneira sem aparente razão. Só quem está a par da pesada historia recente que ainda o aflige, pode compreender o terror que deve estar a passar. Mas o que fiz desta vez, depois de pararmos o carro numa área de serviço da auto-estrada, foi agarra-lo no meu colo e perguntar-lhe se tinha sonhado que o papá e a mamã o tinham ido levar ao orfanato. Ele não respondeu, simplesmente se agarrou com força a mim e encostou a sua cabecinha ao meu ombro para que não lhe visse a cara. Assegurei-lhe então que isso nunca iria acontecer, e que o papá e a mamã o amavam muito e que ele iria ficar connosco para sempre. Relaxou um bocado e, ao passarmos perto de umas motas, baixou por completo as defesas deu-me um beijinho e falou entusiasmadamente das motas. E assim vamos travando e ganhando pequenas batalhas; desfazendo com amor, carinho e firmeza, o mal que lhe foi imputado e as cicatrizes que lhe ficaram na alma.
A nossa filha por outro lado esta a começar a reagir um pouco pior à situação. Fez uma grande birra na casa da avó, dizendo que já não lhe dávamos atenção e que ninguém gostava dela pois agora todos davam toda a sua atenção ao Joãozinho. Com ela as coisas são mais fáceis de resolver pois podemos usar da lógica e apontar os factos que contradizem aquilo que está a sentir. Adiciona-se um pouco de carinho, amor, e abraços e beijinhos à receita, e o resultado é positivo. Aproveitamos também esse momento para verificar as nossas acções e fazer as correcções necessárias para que a harmonia prevaleça e todos possam ficar bem. Mas a nossa menina é, e sempre será, uma linda e fantástica menina que todos amamos mais do que ela imagina. É claro que agora que temos que dividir a nossa atenção entre ela e o Joãozinho, ela sente-se defraudada daquilo que até agora foi 100% dela. Mas também ela se ajustará.
Eu e a minha esposa andamos privados de sono e exaustos devido à mudança nos nossos horários e acréscimos às nossas responsabilidades. Mas também isto passará e desfrutaremos no futuro do amor de dois filhos e todas as dores de cabeça e momentos de orgulho que cada um deles certamente acarretará.
Meus queridos, O Joãozinho já está em casa há 2 dias. Tem feitos umas birras para nós lhe confirmarmos que realmente gostamos dele e que não vamos desistir dele como fez o outro casal. A minha impressão é que quando começa a amar-nos muito, reconhece que aquele amor por nós o pode magoar e por isso tenta distanciar-se de nos. Faz birras e amua não querendo que lhe toquemos nem que falemos com ele, mas através de muita insistência da nossa parte, agarrando-o fortemente, verbalizando o nosso amor por ele, e não permitindo que ele tenha o controlo da situação, conseguimos sempre (SEMPRE!!!) superar o momento e fazer com que ele se permita gostar de nós. Sabemos quais os receios que tem, sabemos como os demonstra, e sabemos lidar com eles para os superar. Sabemos também – e isto é muito importante para mim – que ele compreende quando se está a portar mal e reconhece o prazer que nos dá portar-se bem. Ainda hoje passei a manhã toda com ele no parque. Depois vim para casa com ele e almoçámos. No fim do almoço disse-me que ele se tinha portado bem toda a manhã e que não tinha chorado. Assim que a Sónia chegou a casa do trabalho, foi também orgulhosamente dizer à mãe que se tinha portado bem toda a manhã. Ele sabe muito bem o que faz e com o passar dos tempos o receio de ser abandonado vai deixar de existir e o seu comportamento será um modelo.
á faz l tempo que não escrevo, e parece que este já não é o primeiro post que eu começo com esta frase, mas a titulo de redenção, aqui vão uns parágrafos a falar dos meu meninos:
A minha filhota continua a crescer, e a desempenhar-se bem na escola. Este ano já fez o pai babar-se ao colocar-se em segundo lugar nas pré-olimpíadas de Matemática. O único aluno que ficou à sua frente – e por escassos pontos – era de um ano superior. Passou finalmente daquela fase em que lhe custava muito tocar piano para agora gostar de tocar – com desenvoltura – as musicas que vai aprendendo. Na escola está também numa banda na qual toca Baixo, e pelo que me dizem as professoras, com igual desempenho. Está linda e agora a transformar-se numa mulherzinha (percebem???), mas manter o quarto arrumado e limpo é uma tarefa monumental e que se prova quase impossível. De repente, e sem aviso prévio, os rapazes dos filmes começam a ser adjectivados de “giros”. E assim entra na aborrecencia…. Mais uns mesinhos e tranco-a num armário!
O Joãozinho, o nosso lindo filho tem crescido muito em altura, mas continua magrinho. Dá muito jeito não ter que desapertar o cinto e as calças quando se tem que ir à casa de banho. É uma criança de hábitos fixos. Se algo falta na rotina, informa-nos logo e com insistência suficiente para fazer desesperar um santo. Já está na escolinha e a fazer muitos amigos e até parece que já tem uma namorada. Contou-nos no outro dia – enquanto estávamos todos enroscadinhos na nossa cama – que enquanto estavam a ver um filme na escola, a Sara deitou a cabeça no colo dele, e deu-lhe a mão. Atrevida da miúda! Mas com uma carinha e sorriso daqueles, que miúda pode resistir? Ainda vai partir muitos corações este menino. Está agora na terapia da fala para poder deixar de apumar e passar a arrumaros brinquedos e para que o comboio dele deixe de fazer “Puta Quera, Puta Quera…” e passe a fazer “Pouca Terra, Pouca Terra…”. Está completamente adaptado a nós e seguro do nosso amor. Nós estamos gratos por o ter connosco e já nem nos imaginamos sem ele. Na Igreja já faz as orações, e porta-se às vezes bem, às vezes menos bem. Tudo normal.
No inicio parecia que nos estavam a querer desencorajar de adoptar a criança que nos estavam a propor. O Joãozinho – um menino muito bonito de 4 anos feitos a 16 de Janeiro – foi institucionalizado com 10 meses quando a mãe saiu de casa e procurou abrigo devido à violência do pai. O pai era alcoólatra e violento para com a mãe e os outros 3 irmãos. Mas a mãe não era nenhuma santa. A casa de dois quartos cuja casa de banho não funcionava e que a mãe não mantinha limpa, era habitada pelos 6. A mãe tinha de igual modo algum atraso mental, cuja manifestação mais desagradável era o ser incontinente anal (fazia cocó nas calças).
Ao ser admitido no Lar Aboim Ascensão, o Joãozinho chorava muito e quando não estava a chorar era uma criança apática. Estava atrasado em relação a média em praticamente todos os sentidos – motores, emocionais e psicológicos. Todo o progresso que fazia era desfeito pelas infrequentes e contraproducentes visitas por parte da mãe. Assim se foram passando os primeiros meses até que, por observação e conselho das técnicas e psicólogas, a mãe foi proibida de visitar a criança. Os Irmãos do Joãozinho visitaram-no também umas poucas vezes, mas as suas visitas tornaram-se infrequentes até que cessaram por completo. O pai visitou-o duas vezes – uma delas num estado inebriado – mas o Mateus não respondeu à presença do pai, e também ele deixou de o visitar.
Depois dos contactos com a família terem cessado, o Joãozinho fez bastante progresso e encontrava-se aos 3 anos como uma criança normal, ainda que muito frequentemente propensa a birras e choros que se demonstravam quase impossíveis de domar. Quando não conseguia aquilo que queria, e as birras/choros não produziam os resultados desejados, batia repetidamente com a cabeça no chão, chegando até a causar hematomas e a fazer um corte na testa. Foi nessa altura – em Dezembro de 2007 – que ainda com 3 anos, foi adoptado por uma família já com filhos criados. Passado 1 mês o casal devolveu o Joãozinho à instituição alegando não conseguir lidar com as suas birras.
Desde então o Joãozinho tem feito bom progresso e está neste momento avaliado como uma criança normal (tanto quanto possa ser, tendo passado por todas estas experiências negativas), que não apresenta deficiências motoras, cognitivas ou psicológicas.
Levei a hora em que as psicólogas falaram, a ouvir todas estas coisas negativas acerca da criança que nos estavam a propor que adoptássemos. Esperava que no fim de todas as coisas negativas que nos estavam a dizer houvessem pelo menos uma ou duas frases com coisas positivas acerca do Joãozinho, mas isso não aconteceu. Fiquei com a distinta sensação que nós tínhamos sido escolhidos para adoptarmos o Joãozinho e não o Joãozinho para ser adoptado por nós. Fomos nós que no inicio do processo tivemos que preencher um formulário a especificar as características que queríamos na criança que consideraríamos para adopção, mas no final, foram as necessidades do Joãozinho que ditaram os pais a que seria proposto.
Mas no discurso negativista que discorreu interminavelmente, houve um ponto que tanto eu como a minha esposa gostámos. Aparentemente o Joãozinho têm uma necessidade quase compulsiva de arrumar tudo aquilo que desarruma. Vai ser óptimo para andar atrás da nossa filhota a arrumar tudo o que ela, desinteressadamente, deixa espalhado pelo caminho.
Quando o processo extensivo e minucioso de revelação terminou, senti-me apreensivo. Não estava pronto para rejeitar o Joãozinho, mas também não estava pronto para o acolher de braços abertos. Começamos então a fazer perguntas menos estruturadas, e foi assim que aos poucos e poucos os meus receios iniciais se foram apaziguando e me comecei a sentir melhor acerca do Joãozinho. Não estou a levar em consideração o facto de ter pena da vida que até agora levou. Continuo a basear as minhas impressões numa breve digestão dos factos que nos foram apresentados.
Temos ainda marcada para Terça, dia 1 de Abril, uma reunião com a Psicóloga residente do Centro Aboim Ascensão que estará pronta para responder a qualquer pergunta que tenhamos acerca do Joãozinho. Iremos então discutir em família todas as nossas impressões e informação que recebemos. Tomaremos depois uma decisão e levaremos finalmente essa decisão ao Senhor em oração para que Ele confirme que aquilo que decidimos fazer é, ou não, correcto.
Tanto eu como a minha esposa saímos de Faro com a impressão de que o Joãozinho é a criança que devemos adoptar. A minha filha também acha que sim. Mas a decisão ainda não está tomada. Terão que aguardar pelo próximo episodio desta saga para saberem o desfecho da mesma.
Estive recentemente nos EUA em negócios, mas consegui uns diazinhos para visitar os meus irmãos e a minha mãe que se encontram no Arizona e em Utah. A minha irmã e o meu irmão – ambos mais novos – seguiram cursos diferentes dos meu. Enquanto enveredei pela Informática, eles enveredaram pela psicologia e têm ambos mestrados em psicologia. Alem dos mestrados têm também vasta experiencia em lidar com crianças e jovens com problemas de naturezas diversas.
Quando lhes disse que tínhamos dado inicio ao processo e que tínhamos especificado que não queríamos um bebe, mas sim um menino entre os 4 e os 6 anos, quase que me saltaram em cima, motivados por um desejo de me pouparem a uma experiência que eles consideram seria muito difícil e problemática. Ainda que ame muito os meus irmãos e me dê muito bem com ambos, o meu curso e a minha experiencia com a minha filha – que toda a gente considera uma criança excepcional e sobredotada (para orgulho do pai e da mãe) – dizem-me que conseguiremos lidar com sucesso com as experiencias negativas do Joãozinho, e ajuda-lo a sobrepujá-las para se tornar numa criança igualmente excepcional, bem inserida, e produtiva na sociedade.
Falaram-me em extensivamente das suas experiências negativas e das mazelas que crianças dessas idades normalmente têm e das repercussões nefastas que todas essas experiências normalmente trazem a uma família que, na sua boa vontade, as acolhe. Recomendaram-me que lesse livros para me preparar e saber identificar as acções aparentemente inexplicáveis da criança, para saber identificar as causas, e saber também como lidar com elas. Mas tudo isto ia contra as minhas crenças e confiança que deposito na capacidade dos seres humanos (e principalmente nas crianças) de conseguirem superar os males que os rodeiam e de ascender e atingir o seu potencial que considero infinito. Considero-me – e aqueles que me conhecem, sabem-no bem – capaz de ultrapassar qualquer situação e sair dela bem. Sou muito idealista, e tenho muita confiança em Deus e em mim próprio. Tenho-me dado bem em fazer cuidadosamente os meus planos, trabalhar arduamente para os conseguir concretizar, e confiar aquilo que não consigo fazer a Deus, que sempre me tem ajudado a ir alem do que sozinho conseguiria.
Ao voltar a Portugal partilhei a experiencia com a minha esposa e ela é da mesma opinião que eu. Por isso continuamos convictos que estamos a fazer o que é certo para nós e para a nossa família. Estamos cientes de que o inicio não vai ser um mar de rosas, mas acreditamos que conseguiremos lidar com as situações que se nos depararem, e que com a ajuda de Deus e dos nossos familiares, sairemos mais fortes da experiência, com um sentimento de dever cumprido, e teremos pelo caminho ajudado um ser humano a viver uma vida melhor, no seio de uma família que o ama.
Nós (eu e a minha esposa) sempre tivemos a vontade de adoptar uma criança. Temos já uma menina de nove anos, e estamos ambos nos 30s com cursos superiores e com uma vida confortável, mas preenchida. Quando nos mudamos para Portugal, depois de 11 anos nos EUA, começamos a ter mais contacto com um tio da minha esposa que já tina adoptado um casalinho de irmãos. A experiencia deles com os miúdos é muito positiva e isso reforçou o nosso desejo de adoptarmos.
Estávamos os 3 reunidos numa noite calma em frente à televisão, quando a nossa filhota nos perguntou quando íamos arranjar um irmãozinho para ela. A pergunta não teve resposta imediata, mas passados uns segundos a minha esposa anunciou que iria no dia seguinte à Segurança Social para saber o que era necessário para darmos inicio ao processo. A minha filha prontificou-se entusiasmada para a acompanhar e, no dia seguinte, dia 25 de Maio de 2006, assim o fizeram.
A visita foi breve e a minha esposa foi somente informada que os dados que tinham sido recolhidos naquela entrevista iriam ser encaminhados para Faro, e que iríamos ser depois contactados para dar continuidade ao processo.